Sujeito oculto
Pior do que um fim
Cara a cara
Gente que eu amo
Tem gente que eu amo sem querer,
Tem gente que eu amo sem porquê
Gente que eu amo por tentar entender
Tem gente que eu amo por amar,
Gente que eu amo pra rimar,
Gente que eu amo só de imaginar
Tem gente que eu amo e nem sabe,
Gente que eu amo porque diz a verdade
Gente que eu amo e tenho saudade
Gente que eu amo pela capacidade
De não amar pela metade
Tem gente que eu amo de todo jeito,
Tem gente que eu amo com todo defeito,
Porquê ninguém no mundo é perfeito.
Gente que eu amo pela amizade,
Gente que amo com muita vontade...
Gente que eu amo e tento falar,
Mas eu amo de um jeito que não dá pra explicar.
Sem Rodeios
Sem recados,
Nem um texto descreveria tamanha graciosidade
Há quem diga que o dia 8 de março é "irrelevante", afinal de contas, o dia da mulher é todos os dias. É certo que sou suspeita para concordar, já que também sou mulher, mas, com tantas atribuições que a mulher tem, até 365 dias não são suficientes para homenagear tanta grandeza.
Considerada "o sexo frágil" desde muito antigamente, as mulheres enfrentaram sociedades patriarcais, machistas, preconceituosas, imensamente opressoras, e agora em pleno século XXI, quero ver um homem que faça a metade das coisas que uma mulher sozinha pode fazer.
Rapazes, queridos da alma feminina, cuja criação foi a fim de que vocês fossem amados e auxiliados, sigam o conselho de Machado de Assis: "Amai, rapazes e, principalmente, amai moças lindas e graciosas; elas dão remédio ao mal, aroma ao infecto, trocam a morte pela vida... Amai, rapazes! ".
Aprendam que dividir o espaço do mundo conosco em todas as áreas é inevitável, pois como cantou Zélia Duncan: "Minha força não é bruta
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem"... ♪
Babás, titias,vovós
No fundo somos apenas
O que elas fazem de nós" ♫
Por não lembrar fevereiro...
Eu não publiquei nada em fevereiro,
E agora penso que devo um milhão de textos.
Eu não parei quando deveria,
Por isso, eu nada devo.
Eu não escrevi cartas de amor,
A esse eu também não devo nada.
Sem dívidas, sem culpa, sem problemas.
Um texto, uma continuação e futuramente (quem sabe), um amor.
Só nos extremos
"Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos". Disse Clarice Lispector uma vez, e desde a primeira vez que li esta frase, tomei como filosofia de vida.
Sempre detestei frescuras: gente que não toma sol pra não se queimar, gente que tem medo de se envolver, que não toma chuva pra não molhar os cabelos, que não sabe viver consigo mesmo, que não chora pra não borrar a maquiagem, que fica em cima do muro.
Bom mesmo ir até os limites da atmosfera de tanta felicidade, ou até as profundezas do oceano de tanta tristeza. Borrar a maquiagem de tanto chorar numa mesa cheia de comida pra aliviar o sofrimento, ou deixar o make ir pelos ares chorando de tanto rir, sair em dia de chuva sem se preocupar com os cabelos, se envolver com alguém e se jogar de cabeça, pular do muro, enfim... viva nos extremos.
Porque "pessoas água com açúcar" são entediantes. Tem um milhão de decisões a tomar, e morrem indecisas. Querem mudar, mas sequer pintam os cabelos. Querem amar, mas vivem com medo. São cheias de teorias e nenhuma prática. E o pior: adoram encher o saco dos outros com suas ideias "meeiras".
O negócio é sair com a galera toda no fim de semana, ou ficar sozinho em casa assistindo filme comendo pipoca; não estar nem aí por que ninguém apareceu na sua festa de aniversário, ou passar a noite de cara feia pelo mesmo motivo; viajar pra ficar no hotel dia todo? nem pensar! ficar em casa é mais econômico, e dá no mesmo.
O intenso emociona, explode, impressiona, alivia, piora. O morno enjoa, entedia, nauseia. É melhor estremecer de frio ou morrer de calor. Ficar no mormaço é um horror.
Mara Morenna






